segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Minha mãe não deixa!

Pedro sempre foi um jovem muito alegre e vivaz. Trazia no coração bons propósitos e desejos que superassem as amarras insidiosas do mal.
Pedro sempre teve muitos amigos, natural para pessoas como ele! Pessoas boas sempre arranjam muitos amigos.
O mal sempre arranja um jeito de nos alcançar, com Pedro não era diferente. Ele tinha sim alguns amigos meio “tortos” que sempre buscavam tirar sua atenção das coisas boas, desviar seus passos do bom caminho. Os amigos de Pedro por vezes lhe faziam algumas propostas ruim, e até indecentes. Pedro, no entanto, sempre tinha uma resposta: “Minha mãe não deixa!”. Bastava os amigos virem com uma proposta maldosa e ele soltava: “Minha mãe não deixa!”
- Pedro, vamos roubar aquelas mangas do vizinho? Ninguém vai saber.
- Não posso! Minha Mãe não deixa! ”
- Pedro vamos jogar tinta no portão do vizinho? Ele pintou hoje! Lembra quando ele pegou nossa bola e rasgou ele porque havia caído no seu quintal? Vamos nos vingar!
- De jeito nenhum! Você está louco! Minha mãe não deixa!
E sempre Pedro tinha na ponta dos lábios a mesma resposta.
Os amigos diziam: “Credo essa mãe do Pedro vive proibindo ele! ” “Cara essa mãe do Pedro deve ser muito rigorosa! Credo!
No seu aniversário de 16 anos Pedro resolveu convidas seus amigos para um almoço em sua casa. Eles nunca tinham entrada lá. Essa seria a primeira vez. O primeiro pensamento que veio na cabeça dos jovens foi:
- Hoje finalmente vamos conhecer a mãe do Pedro.
Chegaram, entraram e logo foram olhando tudo e procurando a mãe do Pedro. Viram uma mulher em alguns retratos pela sala e logo pensaram: “Ah! Essa é a mãe dele!”
Passou algum tempo, o almoço foi sendo servido, mas nada da mãe de Pedro aparecer. Na casa eles apenas viam o pai e o avô de Pedro. Em dado momento Pedro subiu as escadas e foi ao quarto buscar algo. Os jovens logo perguntaram para o pai:
- Onde está a mãe do Pedro! Até agora não vimos ela! E toda vez ele fala dela!
O pai olhou assustado e disse:
- Mãe? Que mãe rapazes? A mãe do Pedro faleceu poucos meses depois de ter ele!
Os rapazes ficaram inconformados com aquilo!
- Ele mentiu para nós! Ele nos enganou este tempo todo. Esse Pedro é um falso!
 Pedro entrou na sala no mesmo instante. Os jovens disparam contra ele um tanto de palavras. Chamaram ele de mentiroso, de medroso... Que ele inventou uma mãe que não tinha.
O pai deu um sorriso discreto para o filho. Pedro do mesmo modo sorriu para os amigos e apontou para uma imagem de Nossa Senhora das Graças que tinha num bonito e ornado altar de sua sala de jantar, e disse:
- Claro que não menti! Eis aqui minha mãe! Eu tenho duas mães! Duas mães no céu. E uma delas me acompanha o tempo todo, onde quer que eu vá! Acaso não sabeis que eu sou da Imaculada?! Como posso fazer coisas erradas sabendo que minha Mãe vê todos os meus passos e por eles vela! Certamente vocês não fariam nada de errado se vossas mães estivessem vendo. Assim eu também não faço sabendo que tão boa Mãe olha o tempo todo por mim!
Santa Teresinha disse que “o olhar de Maria me curou, ela é mais Mãe do que Rainha!”. Pedro descobriu o olhar de Maria, que fitava seus passos, como uma mãe cuida do filho, e ele é filho de Maria. Ser filho de Maria não é repetir frases prontas, ou somente trazer sinais externos dessa pertença! Esses são importantes sem dúvidas, mas não somente isso! Ser filho de Maria é trazer uma consciência de filho, que por tanto amar Maria é capaz de ordenar todos os seus atos e ações na conformação da vida de Maria. É trazer gravado no coração os sinais dessa pertença. Pedro descobriu que tem uma mãe no céu e que deve trabalhar o tempo todo para alcançar com virtude o encontro com ela.

Devemos sempre recordar que tempos uma Mãe no céu, que vela e olha por nós! Isso nos ajudará muitas vezes a fugir do pecado e das coisas más.

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